REFERÊNCIAS

Estas são as n/ referências para quando mais tarde nos formarmos como Violoncelistas que queremos ser, destacamos pela ordem seguinte:

Samuel Santos

Iniciou os seus estudos musicais com 11 anos de idade na Escola Profissional de Música de Évora com os professores Miguel Ivo Cruz e Marília Peixoto. Prosseguiu os estudos na Escola Superior de Música de Lisboa com a Professora Célia Vital na Classe de Violoncelo e a Professora Irene Lima na Classe de Música de Câmara, onde acabou o Bacharelato com 18 valôres. Frequêntou Masterclasse com os Professores Márcio Carneiro, Miguel Rocha, Sergei Ruldovin, Jian Wang, Paulo Gaio Lima, Yeron Reulling, entre outros.
Como solísta, fez vários concertos em diversas Cidades Portuguesas e Festivais: Lisboa, Évora, Castelo Branco, Porto, entre outras, tendo ainda trabalhado com várias Orquestras Profissionais, entre elas, Orquestra do Norte, Orquestra das Beiras, Orquestra Metropolitana, Orquestra do Algarve, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Gulbenkian com a qual fez uma digressão pela Alemanha.
Frequêntou a Licenciatura na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, na Classe de Violoncelo do Professor Miguel Rocha e da Professora Catherine Strynckx.
Actualmente, para além de convidado para inumeros Concertos a Solo e Orquestra, é Professor de Violoncelo no Conservatório Regional de Setúbal e Conservatório Regional de Évora


Yo Yo Ma

Yo-Yo Ma nasceu na França numa família de origem chinesa com forte influência musical. Sua mãe, Marina Lu, era cantora, e seu pai, Hiao-Tsiun Ma, era maestro e compositor. Ma começou estudando violino e depois viola, antes de se interessar pelo violoncelo, instrumento que começou a manipular aos quatro anos de idade, com seu pai. Depois de um primeiro concerto em Paris, aos seis anos de idade, a família de Ma muda-se para Nova York.
Ma era uma criança prodígio, tendo aparecido na televisão norte-americana com oito anos de idade, num concerto conduzido por Leonard Bernstein. Tendo entrado para a Juilliard School (na qual tinha aulas com Leonard Rose), e passou um semestre estudando na Universidade de Columbia antes de se matricular na Universidade de Harvard, mas se questionava sobre se valeria a pena continuar a estudar até que, nos anos 70, o estilo de Pablo Casals o inspirou.
Retorna a França para tocar com a Orquestra Nacional da França e com a Orquestra de Paris, sob a direção de Myung-Whun Chung.
Já desde sua infância e adolescência, Ma possuia uma fama bastante estável e havia tocado com algumas das melhores orquestras do mundo. Suas gravações e interpretações das Suites para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach são particularmente aclamadas.
[editar] Vida adulta e carreira em 1978, Ma casou com a violinista Jill Hornor. Eles tem dois filhos, Nicholas e Emily. Sua irmã mais velha, Yeou-Cheng Ma, também nascida em Paris, é violinista e junto com Yo-Yo coordena um projeto chamado Children's Orchestra Society (COS) em Long Island, nos EUA.
Atualmente, Ma toca com o Silk Road Project, que visa juntar músicos de vários lugares do mundo de países pelos quais passava a histórica Rota da Seda.
Conforme anúncio do secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em janeiro de 2006, Ma se uniu à lista dos embaixadores da paz da ONU, a exemplo de vários outros músicos, como o tenor Luciano Pavarotti e o jazzista Wynton Marsalis, entre outros.

Rostropovitch
Mstislav Leopoldovitch Rostropovich, em russo Мстисла́в Леопо́льдович Ростропо́вич, (27 de Março de 1927, Baku — 27 de Abril de 2007, Moscovo) foi um violoncelista e maestro russo (tendo-se mais tarde naturalizado americano), unanimimente apontado como o maior violoncelista do século XX.
Nasceu no Azerbaijão, parte então da União Soviética. Ainda quando era muito pequeno, a sua família muda-se para Moscovo. Estudou no conservatório da capital (do qual mais tarde seria docente) tendo como professores, entre outros, Dmitri Shostakovitch e Serguei Prokofiev.
Estreou diversas obras para violoncelo dos principais compositores contemporâneos, como a 'Sinfonia concertante em mi menor, opus 125' de Serguei Prokofiev, os dois concertos para violoncelo de Dmitri Shostakovich e as Sinfonia para violoncelo e Sonata para violoncelo e piano de Benjamin Britten.

Rostropovich lutou por uma arte sem fronteiras, pela liberdade de expressão e pelos valores democráticos, resultando em reprimendas por parte do regime soviético comunista. Em 1974, Rostropovich fugiu da então URSS devido à sua defesa intransigente dos direitos humanos e ao seu apoio a figuras dissidentes, como o escritor Aleksandr Solzhenitsyn. Em 1978 acabaria por ver a sua cidadania na União Soviética revogada devido à sua oposição ao regime. Conseguiu regressar ao país apenas 16 anos depois, quando Mikhail Gorbachov era o líder da União.

Irene Lima
Começou a tocar em público há cerca de 40 anos. Foi primeiro violoncelo na Ópera de Liège, na Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional de São Carlos e depois, até hoje, na Orquestra Sinfónica Portuguesa. Lecciona a disciplina de Música de Câmara na Escola Superior de Música de Lisboa. Recentemente, criou o Quarteto e a Camerata Vianna da Motta. A minha carreira como música divide-se em várias frentes. Como músico de orquestra; privilegiando tanto quanto é possível a música de câmara, incluindo o reportório para violoncelo e piano. Adoro o trabalho de orquestra, embora nem sempre seja um trabalho estimulante, porque a qualidade das pessoas com quem trabalhamos nem sempre é a que desejamos. Mas há momentos extraordinários, inesquecíveis e que me preenchem totalmente, não só pelas obras, que às vezes me tocam de um modo particular, mas também pela qualidade da direcção, pela proposta de quem está a dirigir a orquestra
Sobre o Quarteto Vianna da Motta. O nosso trabalho na música é multifacetado, se quisermos. Eu escolhi fazer outras coisas, porque isso para mim é importante. Neste quarteto as idades dos músicos são muito variadas. Há uma expectativa colectiva, a de podermos trabalhar tanto quanto possível, conhecer um reportório que é vastíssimo e do melhor que há na música. Mas é evidente que eu tenho uma urgência, talvez porque seja a mais velha do quarteto, que alguns colegas mais novos não têm, porque sentem que há um tempo diante deles que eu sinto que já não há para mim. É óbvio que iremos fazer os quartetos de Viana da Mota. Quanto ao nome do quarteto? Quisemos homenagear uma figura da música portuguesa, pensámos no Viana da Mota. Li aquele livro do João de Freitas Branco e cheguei à conclusão de que foi uma figura de tal maneira espantosa, não só como pianista, mas é uma figura da nossa cultura, que está para lá da música, está para lá do piano, da composição, é um homem com uma cultura rara em qualquer parte do mundo.
Vários compositores têm escrito obras para Irene Lima e, mais recentemente, para o Quarteto Vianna da Motta. Sara Claro compôs uma peça a pensar no Quarteto; O Sérgio Azevedo tem um quarteto de cordas que nunca foi estreado e ele gostava que fossemos nós a fazê-lo. Fora do quarteto, o Alexandre Delgado dedicou-me uma obra para violoncelo solo, “Antagonia”. Filipe de Sousa também me dedicou duas obras para violoncelo solo; uma já estreei, a outra não – foi pena, porque ele já morreu e portanto nunca tive ocasião de trabalhar com ele. Fiz muita coisa, fiz o concerto de Câmara do Lopes-Graça, fiz o concerto do Joly Braga Santos – isto, obras com orquestra. E tenho feito muita coisa, para violoncelo e piano, com o João Paulo Santos, sobretudo.
O que lhe deu mais prazer fazer? Nesta temporada que passou, do São Carlos, houve um momento que me tocou mais que qualquer outro: foi este concerto que fizemos (a Orquestra Sinfónica Portuguesa) com o maestro Martin André; foi um concerto de música portuguesa, à partida não suscitou uma enorme curiosidade para além do facto de ser dirigido pela pessoa que tinha sido inicialmente indicada para director titular desta orquestra. Devo dizer que foi um dos momentos altos da minha carreira como músico de orquestra, este concerto do Martin André, com estas obras do Luís Tinoco, do António Pinho Vargas e a sinfonia do Joly Braga Santos – o que só desmistifica que a música portuguesa é uma parente pobre no panorama musical internacional. Quando a música é bem feita, a qualidade que ela tem vem ao de cima e isto ficou provadíssimo neste concerto. Este maestro foi afastado do lugar que não chegou propriamente a ocupar – o que é uma coisa estranhíssima, fez todo o trabalho de admissão de músicos da orquestra e depois nunca chegou a dirigir um concerto; foi ele que me convidou para solista, para primeiro violoncelo da orquestra. Para além da curiosidade e de alguma emoção, por ao fim de quinze anos fazer finalmente um concerto com este músico, que é excelente, foi de facto um prazer tocar estas obras. Senti orgulho e pena ao mesmo tempo. Senti que a maioria dos políticos nesta terra põe tudo à frente menos o interesse artístico. A orquestra estava extremamente galvanizada pela presença deste músico. Quando ele chegou, mesmo antes de começar o ensaio, ele disse, baixinho: “Finalmente!”

O violoncelo será um dos instrumentos que, em Portugal, têm mais alunas?

Esse fenómeno não é português. É um instrumento que por qualquer razão atrai muito as mulheres. O facto de ter existido alguém como a Guilhermina Suggia foi determinante para o interesse q a partir daí se desenvolveu em torno do instrumento, porque foi um grande nome, foi uma pessoa que saiu desta nossa esfera e nós somos muito sensíveis a este sucesso, a este reconhecimento q as pessoas recebem de outros lados. E eu penso q isso é determinante para a história da execução do violoncelo em Portugal. Mas curiosamente é um fenómeno que existe noutros lados também, há imensas mulheres a tocar, bem, o violoncelo.
Que importância tem para si leccionar? É onde eu aprendo, é o contacto com gerações mais novas que são o meu alimento, absolutamente. É fundamental para a minha sobrevivência musical e mental. Algum dos membros do Quarteto Vianna da Motta foi recrutado entre os seus alunos? Dois, sim. Mas é curioso, eu sempre tive este sonho de poder tocar em quarteto. E, ouvindo alguns dos meus alunos tocar, logo nos primeiros anos, lembro-me de fazer durante as aulas esta reflexão: quem sabe se não será com um destes que eu um dia poderei concretizar este sonho? Porque eu não perdi alguma frescura, algum entusiasmo que eu acho que é preciso ter sempre ao longo da vida, algum deslumbramento sobre as coisas. E às vezes noutros ambientes, noutras faces deste trabalho, eu já não encontro correspondência. E aí voltei a encontrá-la.

Jacqueline du Pré
Carreira.
Em Março de 1961, aos dezesseis anos, du Pré fez sua estréia formal no Wigmore Hall em Londres e fez sua estréia com concerto em 1962 no Royal Festival Hall tocando o Concerto para Violoncelo de Elgar com a Orquestra Sinfónica BBC sob a regência de Rudolf Schwarz. Apresentou-se no Proms em 1963 tocando o mesmo concerto com Sir Malcolm Sargent. Apresentou tão bem o concerto que retornou três anos depois para apresentar o mesmo trabalho. Du Pré tornou-se a favorita no Proms, aparecendo lá até o ano de 1969. Em 1965, aos vinte anos, du Pré gravou o concerto de Elgar com EMI, apresentando-se ao lado da Orquestra Sinfônica de Londres e Sir John Barbirolli que lhe trouxe reconhecimento internacional. Du Pré também apresentou o mesmo concerto com a Orquestra Sinfônica BBC sob Antal Doráti na sua estréia nos Estados Unidos, no Carnegie Hall no dia 14 de Maio de 1965.
Du Pré apresentava-se com as mais prestigiadas orquestras e maestros, incluíndo a Filarmônica de Berlim, Orquestra Sinfônica de Londres, Filarmônica de Londres, Orquestra Nova Philharmonia, Orquestra Sinfónica BBC, Filarmonica de Nova Iorque, Orquestra da Filadélfia, Filarmonica de Israel e a Orquestra Filarmonica de Los Angeles. Apresentava-se regularmente com maestros como Sir John Barbirolli, Sir Adrian Boult, Daniel Barenboim, Zubin Mehta e Leonard Bernstein.
Du Pré tocava dois violoncelos Stradivarius, o instrumento de 1673 (atualmente chamado de Stradivarius du Pré) e o de 1712 Stradivarius Davidov. Ambos os instrumentos foram presentes de sua avó materna Ismena Holland. Apresentou-se com o Stradivarius de 1673 de 1961 até 1964, quando ganhou o Davidov. De 1969 até 1970 du Pré tocou um violoncelo Francesco Goffriller e em 1970 adquiriu um instrumento moderno de Sergio Peresson.
Sua relação com os músicos Yehudi Menuhin, Itzhak Perlman, Zubin Mehta e Pinchas Zukerman e o casamento com Daniel Barenboim conduziram-na a memoráveis performances de música de câmara. A performance de 1969 no Queen Elizabeth Hall em Londres do Quinteto com Piano de Schubert, "The Trout" foi a base do filme The Trout de Christopher Nupen.